Dilma rebate delatores: Terão de fazer mais do que apontar o dedo

Empreiteiros da Odebrecht e da Andrade Gutierrez afirmaram em colaboração que o governo petista fraudou a concorrência no leilão de Belo Monte

Por Da redação

ex-presidente Dilma Rousseff rebateu neste sábado as acusações feitas por delatores da Operação Lava Jato de que ela teria participado de um esquema ilegal envolvendo o leilão da usina de Belo Monte, no Pará.

Em nota, Dilma afirmou categoricamente que os delatores mentem. “Os delatores terão de fazer mais do que ‘apontar o dedo’ para Dilma Rousseff. Ambos terão de mostrar as provas do envolvimento direto dela em quaisquer irregularidades em disputas, concorrências ou licitações públicas. É um despautério que não tem qualquer amparo na realidade. A mentira será desmascarada”, disse a presidente, no texto.

Conforme reportagem do jornal Folha de S. Paulo, publicada nesta sexta-feira, Emílio Odebrecht contou, em delação, que o governo petista teve acesso a informações confidenciais de preços por meio de estatais e as entregou para um grupo de empresas concorrentes, o que, conforme ele, “caracterizou um claro direcionamento do resultado do leilão por parte do governo, liderado pela então ministra Dilma Rousseff”. 

Os dados sigilosos teriam sido conseguidos em uma reunião realizada no Rio de Janeiro, na sede da Vale, na qual estavam presentes executivos de confiança da ex-presidente — Valter Cardeal, diretor da Eletrobras, e Adhemar Palocci, diretor da Eletronorte e irmão do ex-ministro Antonio Palocci.

Nos depoimentos do ex-presidente da Andrade Gutierrez Otávio Azevedo, foi Palocci quem apresentou a contrapartida para que a empreiteira tocasse a obra: teria que pagar 1% do valor do contrato para o PT e o PMDB. Na época, Dilma era ministra-chefe da Casa Civil do governo Lula.

“Jamais nenhum deles – ou quaisquer representantes das empreiteiras Odebrecht e Andrade Gutierrez – teve qualquer tipo de conversa com a então ministra-chefe da Casa Civil no governo Lula para tratar de fraude em concorrência pública. Ou quando ela assumiu a Presidência da República a partir de 2011”, rebateu Dilma.

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